quarta-feira, janeiro 31, 2007

Al Gore em Portugal

O autor da publicação, An Inconvenient Truth virá a Portugal no próximo dia 8 de Fevereiro, a convite da Cunha Vaz e Associados e com o apoio da CGD, EDP, CML e Lexus falar sobre alterações climáticas. A conferência decorrerá no Museu da Electricidade mas ao que parece deverá ter acesso (muito) restrito já que não se comunica esse aspecto do evento nos sites dos envolvidos, nem junto dos media.

Al Gore, cujo cachet se eleva aos 175.000€, exigiu ser transportado num carro híbrido e poderá ainda ser ouvido e interpelado no nosso país um mês depois, a 7 de Março no 3º Forum Comércio Moderno, no Centro de Congressos do Estoril onde decorrem 2 dias de Debate sobre Ambiente Consumo e Marcas, promovido pela APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição). Apressem-se os interessados porque as inscrições para os dois dias (7 e 8) ficam por 900€ para não sócios até ao Dia dos Namorados, passando depois a 1200€.

II Prémio Cidadania (ainda) recebe inscrições

Estão abertas até ao dia 16 de Fevereiro de 2007 inscrições para o Prémio Cidadania das Empresas e das Organizações, uma iniciativa da Price e AESE com a parceria da EXAME.
A primeira edição premiou em Maio de 2006 o Banco Alimentar Contra a Fome como melhor ONG e a EDP como melhor empresa/ melhor ambiente. O BCP recebeu o galardão de desempenho social e a PT o prémio de vertente económica.
"Entenda-se por cidadania empresarial e organizacional, o exercício de um vasto conjunto de direitos e deveres que visam possibilitar aos vários stakeholders o seu pleno desenvolvimento através do alcance de uma igual dignidade social e económica, respeitando o ambiente. O prémio pretende reconhecer as empresas e ONGs mais bem sucedidas na aplicação das suas políticas de responsabilidade social, nas componentes: económica, social e ambiental, simultaneamente. Premiar as ONG’s, mais do que reconhecer o seu empenho na aplicação de medidas efectivas, pretende ajudar na melhoria de implementação das mesmas. A atribuição do prémio é feita através da avaliação de um questionário, desenvolvido com o apoio metodológico da SAM , a preencher pelas empresas e pelas ONG's." in http://www.premiocidadania.com/?q=C/-/9

sexta-feira, janeiro 26, 2007

RSE ou RSO?

Sobre a discussão existencial à volta do conceito, capaz de dividir as hordas transversalmente desde o popular até ao académico, discussão que debate se se deve falar de Responsabilidade Social das Empresas ou de Responsabilidade Social das Organizações, venho deixar o meu modesto contributo.
Oh meus amigos: não soa sempre estranho dizer «subir para cima», «tenho um amigo meu» ou «ambos os dois»? Da mesma maneira, porque não falar da Responsabilidade Económica das Empresas? Porque é uma redundância? Um pleonasmo? Uma expressão vazia?

Será por isso que se fala da Responsabilidade Social das Empresas? Por ser uma dimensão menos implícita dentro do sector e mais negligenciada do que outras, como a económica? Por ser uma dimensão a destacar e a incrementar?
Se assim for, que sentido faz falar na Responsabilidade Social das Organizações? De que Organizações? Normalmente nesta expressão englobam-se os três sectores (Estado, Mercado e Terceiro Sector), mas muitas vezes o termo «Organizações» é usado como sinónimo de «entidades/organizações sem fins lucrativos» e de carácter solidário.
Pensando que a expressão «Responsabilidade Social das Empresas» (que implica o triple bottom line, ou seja o equilíbrio das dimensões económica, ambiental e social) é alargada para abarcar não só as empresas, mas os três sectores da sociedade acima mencionados, ficamos com uma expressão que de tão abrangente, acaba por não dizer nada (ou como dizia alguém, «e tudo, e tudo e tudo»- muito expressivo)!
Ou seja, será que o que está implícito na expressão RSO é que todos temos de fazer tudo por um mundo melhor? Para além de vago e megalómano, parece-me pouco operacional. Mais, soa-me a algo dogmático e doutrinizador. De tão etéro, o conceito acabará por remeter para a legislação e perverter o âmbito voluntário do movimento da Responsabilidade Social das Empresas.
Por outro lado, compreendo na expressão RSO a crítica ímplicita à conduta do Estado e do Sector Solidário nos aspectos financeiro e de gestão de recursos humanos. Mas se são esses aspectos que se pretendem designar, ou se procura na riqueza da língua portuguesa outra expressão que, por exemplo, passe pelo adjectivo «sustentável», muito mais amplo, integrador e menos antropocêntrico do que o «social» (que semânticamente não abarca a dimensão ambiental) ou se distinguem as definições das duas expressões, que apesar de idênticas, não têem explicações «clonáveis».