terça-feira, abril 25, 2006

O Estado da Arte da Responsabilidade Social em debate

A APEE, Associação Portuguesa de Ética Empresarial e a AIP- Associação Industrial Portuguesa irão promover a Semana da Responsabilidade Social, de 15 a 19 de Maio de 2006, no Centro de Congressos da AIP, Junqueira, em Lisboa.

Dos vários eventos a decorrer destacam-se o Encontro Intenacional, no dia 16, onde serão apresentadas experiências em normalização nacional de países como a Inglaterra, impacto da normalização, metodologias de diálogo com stakeholders, riscos e oportunidades da Responsabilidade Social e tendências futuras neste domínio.
Nos dias 15, 17 e 18 decorrerão workshops organizados pelos vários stakeholders: indústria, ONG's, sindicatos, Consumo, Governo e Serviços, suporte e investigação e outros. A workshop dedicada às ONG's decorrerá na tarde do dia 18 de Maio.

segunda-feira, abril 10, 2006

Conversa com Fernanda Polacow

Fernanda Polacow é socióloga e formada em Comunicação Social. Residindo actualmente entre Londres, Lisboa e São Paulo, trabalha na coordenação do departamento de Comunicação de uma ONG portuguesa em regime de tele-trabalho. Brasileira, paulista, tem aprofundado o tema da Responsabilidade Social das Empresas e colaborado com a revista Impactus, em Portugal e Ethical Corporation, em Londres.

De passagem por Lisboa, cedeu-me tempo para uma conversa que permitiu clarificar algumas questões. “A Responsabilidade Social é das empresas. Há muita confusão nos conceitos. É um movimento voluntário das empresas que abarca uma realidade muito ampla e da qual só uma pequena porção diz respeito às ONG.” Portugal tem estado ausente deste movimento até há poucos anos. De repente, quando ele surge, todos querem ser socialmente responsáveis, sem parar para debater o conceito (“think the concept through”) e perceber o seu significado. Todos o usam como lhes convém.... o que dá azo a más interpretações e, pior, más execuções do conceito. Saltam-se etapas e isso pode prejudicar mais do que beneficiar os actores.

Em relação às ONG, “elas podem e devem ter estratégias de captação de recursos, mas não têm Responsabilidade Social porque esta é das empresas. Podem ter estratégias de captação de fundos através da Responsabilidade Social das Empresas, mas isso é diferente. Hoje em dia, é fundamental que as ONG se eduquem sobre o que é responsabilidade social e o que isso muda na realidade das empresas. Uma melhor compreensão do universo empresarial é importante para aproximar o diálogo entre empresas e ONG e facilitar a união de esforços entre estes dois actores” diz, avançando que já o tem feito com o argumento de que a RSE tem a grande mais valia de agir para a melhoria da sociedade e do mundo.“É uma coisa boa.”

4º Congresso GIFE sobre Investimento Social Privado

Para traduzir o que significa na prática o conceito de sociedade sustentável e avançar na busca de soluções para a sua construção, o 4º Congresso GIFE sobre Investimento Social Privado propõe uma programação que equilibra conceitos e práticas envolvendo o primeiro, segundo e terceiro setores .
Segundo Fernando Rossetti, secretário geral do GIFE, o tema do Congresso abrange todas as questões-chave que não apenas o Brasil, mas o mundo todo enfrenta hoje. “A principal questão é que a sociedade como está é insustentável, pela escassez de recursos naturais, pela concentração de renda e as conseqüentes desigualdades causadas por ela”, explica.
Esse panorama não poderá ser modificado, na visão de Rossetti, sem algum nível de alinhamento entre o primeiro, segundo e terceiro setor. Isto é, sem a promoção de alianças estratégicas intersectoriais, em que governos, iniciativa privada e sociedade civil organizada trabalhem em conjunto para amenizar os problemas sociais, ambientais e económicos.
Por outro lado, também é importante que a união dos três sectores esteja focada em ações multisectoriais . “Não se trata mais apenas de uma questão de desenvolvimento económico, meio ambiente ou educação. Todas essas questões devem ser consideradas. E essa é a complexidade que envolve a construção de uma sociedade sustentável”, explica Rossetti.
Paralelamente ao Congresso, o GIFE disponibilizará Oficinas de Gestão compactas, que oferecem instrumentos e ferramentas gerenciais em atividades do terceiro sector. Com inscrição à parte e conteúdo mais básico, as oficinas compreenderão os temas: Comunicação para Organizações da Sociedade Civil , Cenário Social e Legislação Para o Terceiro Sector e Sustentabilidade e Captação de Recursos .
“Este será um evento único: o Congresso GIFE tratando de assuntos da mais alta relevância na agenda social, e com abordagens e participantes dos mais importantes no país e no mundo; e a Mostra do CAV, demonstrando a força da mobilização da sociedade civil em todas as esferas da filantropia e do protagonismo social, o que ilustra e testemunha o valor deste debate” afirma Luiz Fernando Garcia, da Pulsar, consultoria que está promovendo a coordenação executiva do evento.
De 1 de março a 30 de abril, o desconto é de 15%. Nesse período, associados GIFE investirão R$ 495,00, profissionais de organizações sem fins lucrativos, R$ 605,00, e demais interessados - R$ 880,00.

Sustentabilidade e Captação de Recursos
A aula abordará definição de metas e necessidades de arrecadação; os diversos potenciais doadores entre empresas e indivíduos; as estratégias para abordar e negociar; como fidelizar os doadores; e quais os recursos necessários para montar uma acção de captação.
Instrutora: Cristina Murachco - presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e consultora de organizações sem fins lucrativos nas áreas de planeamento e desenvolvimento institucional. Também foi diretora do Centro de Competência para Empreendedores Sociais Ashoka-McKinsey, assessora de relações empresariais do Instituto Ethos e assessora de desenvolvimento institucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Comunicação para Organizações da Sociedade Civil
Pela essencialidade da comunicação no mundo contemporâneo, comunicar bem é vital para qualquer tipo de instituição - pública, privada ou do terceiro sector. Nas organizações do terceiro sector a comunicação ganha ainda maior importância porque a captação de recursos financeiros e humanos - fundamental para sua sustentabilidade financeira ou institucional - é favorecida pela visibilidade e credibilidade de suas acções, o que também está relacionado à sua capacidade de se comunicar bem. Nesta aula serão apresentadas estratégias de comunicação na área social.

Instrutora: Anna Penido - formada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização em Direitos Humanos (Columbia University, EUA), Gestão Social e Comunicação para o Mercado, Anna é fundadora e diretora da ONG Cipó - Comunicação Interativa, fellow da Ashoka Empreendedores Sociais e líder Avina.

Cenário Social e Legislação Para o Terceiro Sector
O objetivo desta aula é ampliar a visão sobre o processo de desenvolvimento histórico do Brasil e o envolvimento e a participação da sociedade civil neste processo e, principalmente, disponibilizar as principais bases legais que regulamentam as organizações do terceiro sector.
Instrutor: Eduardo Szazi - advogado, consultor jurídico do GIFE e autor do livro Terceiro Setor - Regulação no Brasil (GIFE e Editora Peirópolis). Foi integrante do Grupo de Trabalho de Reforma do Marco Legal do Terceiro Setor na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

A inscrição para participação no Congresso não dá direito a participação nas oficinas de gestão.
Participação em 1 (uma) das oficinas: R$ 60,00Participação em 2 (duas) oficinas: R$ 110,00Participação em 3 (três) oficinas: R$ 150,00

Petrobras é o novo parceiro do AfroReggae

Foto: Makala Música e Dança, em foto feita para a exposição AfroReggae 13 anos. Por João de Orleans e Bragança.

A Petrobras e o Grupo Cultural AfroReggae assinaram contrato de parceria pelo qual a empresa se compromete a patrocinar, durante um ano, todos os subgrupos sediados em Vigário Geral.
O trabalho a ser desenvolvido engloba a formação de aprendizes e criação de grupos artísticos, chamados de subgrupos. A proposta de patrocínio refere-se justamente ao apoio a esses subgrupos sediados em Vigário Geral, que são:
1 - Makala Música & Dança - Formado por jovens de Vigário Geral, traz elementos das raízes africanas, representadas no som dos tambores e nas coreografias.
2 - Banda Afro Lata - Este subgrupo vem da área mais desprovida de Vigário Geral, conhecida como Brasília. Por causa da falta de instrumentos convencionais de percussão, começaram a tocar com pedaços de cabo de vassoura, latões de óleo, tonéis e baldes de plástico, transformando o lixo em instrumentos musicais que expressam o funk, música afro e axé.
3 - Afro Mangue - Oriunda da mesma região do Afro Lata, esta banda também toca com instrumentos não convencionais, como latas e galões, com a diferença que seus integrantes tem a faixa etária menor.
4 - Tribo Negra – A banda surgiu nas oficinas de percussão e traz uma mistura forte baseada no funk, no samba reggae e outros ritmos.
5 - Kitôto - É uma banda de reggae formada por jovens da comunidade com repertório de músicos como Gilberto Gil, Cidade Negra e ainda conta com composições próprias.
6 - Afro Samba - O grupo se dedica a tocar o melhor do samba, tanto o mais ligado às antigas rodas quanto ao mais atual, além de composições próprias.
7 - Párvati- Composta por meninas adolescentes de Vigário Geral. A banda ainda está em fase de formação, tanto em relação aos componentes como no que se refere à capacidade musical, cuja tendência mais forte é o rock´n roll.
8 - Trupe de Teatro AfroReggae - Esse subgrupo surgiu para tratar questões sobre saúde de forma lúdica, simples e objetiva. Formado por adolescentes de Vigário Geral, a Trupe reciclou-se inteiramente e hoje é uma autêntica manifestação cênica dentro da comunidade.
Texto: Chico JúniorTratamento da Foto e Atualização do Site: Bruno Morais

domingo, abril 09, 2006

Como Captar Recursos para o Grupo Cultural AfroReggae

O Departamento de Parcerias Institucionais foi criado a partir do Projecto “Fortalecendo as Bases” com financiamento da Fundação AVINA. Para compôr a equipa do projecto foi convidado Celso Schvartzer que assumiu a coordenação do departamento em parceria com João Madeira. Alice Freitas foi contratada como assessora para executar as actividades planeadas pela equipa. Ao princípio, o departamento foi pensado para captar recursos para o GCAR, porém, logo no início das atividades, ficou claro que a missão do departamento não seria apenas uma mera captação. Para aumentar as possibilidades de obtenção de novos financiamentos, para que as parcerias institucionais fossem ampliadas e fortalecidas e consequentemente gerassem mais receitas para a instituição, vimos que seriam necessárias outras actividades para que o nosso desempenho fosse eficiente e eficaz.
Desta forma, elegemos como o objectivo geral de nosso departamento: “Desenvolver parcerias com entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, com a causa social do AfroReggae, através de planos e projetos que visem a sustentabilidade (financeira e de resultados) da instituição”. Para alcançá-lo desenvolvemos 4 objectivos específicos, que guiam o dia a dia de nossas acções:
A) Captação de Recursos– através da participação em concursos de projectos de empresas privadas ou instituições de financiamento; projectos especiais; produtos de merchandising e de parcerias com empresas privadas (licenciamento de marcas e marketing relacionado a causa);
B) Planeamento de Gestão– Elaboração de um planeamento estratégico para 2005 com a coordenação do GCAR e colaborar para a capacitação sobre métodos de gestão de colaboradores do GCAR.
C) Potencialização do uso da marca– através de projectos de merchandising, licenciamento da marca, entre outros.
D) Avaliação e Monitorização– Criar e implementar metodologia de avaliação e monitorização para projectos institucionais. Com base num plano de acções as actividades são monitorizadas e redireccionadas, na medida do necessário, no intuito de alcançar os resultados previstos. O plano de acções é revisto a cada quinze dias.
Para ver as organizações parceiras: http://www.afroreggae.org.br/sec_logomarcas.php

Uma inspiração -e uma força- para as associações de descendentes de imigrantes


José Junior fundou há 13 anos o Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR), que se desdobrou nos Núcleos Comunitários de Cultura, nos quais se desenvolvem actividades socioculturais, recreativas e educativas para ampliar o espaço de intervenção social de jovens negros residentes em comunidades desfavorecidas. O objectivo básico destes núcleos é resgatar valores culturais e contribuir para uma efectiva afirmação dos jovens, rompendo preconceitos ao utilizar meios de comunicação acessíveis a jovens de classes média e alta e transformando música e cultura em instrumentos de luta contra a discriminação social.
Depois de abrir o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro RJ, o Grupo Cultural Afro Reggae iniciou uma excursão pela Inglaterra, em mais uma importante etapa da sua missão de utilizar a música e a cultura como armas na luta contra a discriminação social. A excursão, denominada “Nenhum motivo explica a guerra”, inclui espetáculos em Londres, Oxford e Manchester. O grupo criado pelo empreendedor social da Ashoka José Pereira de Oliveira Junior teve a primeira crítica publicada na imprensa britânica, o jornal Evening Standard que qualificou o espectáculo de “empolgante” e acrescentou: “O Afro Reggae não é só uma banda, é uma força.”
Além dos espetáculos, a excursão do grupo de José Junior inclui oficinas de percussão, teatro, circo e grafitte em escolas que abrigam jovens moradores de áreas pobres e que têm entre os seus alunos, imigrantes e jovens ligados à criminalidade e ao tráfico de drogas. Outra função dos núcleos de cultura é criar alternativas educacionais e profissionalizantes, dentro da perspectiva da promoção da cidadania dos jovens das favelas. Um dos maiores indicadores do sucesso da iniciativa de José Júnior é o fato de Vigário Geral ter deixado de ser conhecida como a favela mais violenta do Brasil para se tornar um dos mais importantes pólos de produção sociocultural do Rio de Janeiro. Maiores informações sobre o trabalho do Afro Reggae e sobre a excursão do grupo em Inglaterra no site www.afroreggae.org.br.

sábado, abril 08, 2006

Prémio Empreendedor Social Ashoka – McKinsey

A Ashoka Empreendedores Sociais – organização internacional da sociedade civil - e a McKinsey & Company - consultoria internacional em alta gestão empresarial – estão com inscrições abertas até o dia 28 de abril para a quinta edição do Prémio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey. Este ano, pela primeira vez, o Prémio acontece simultaneamente em 6 países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai. Todos os concursos terão vencedores locais.

“O Prémio Empreendedor Social Ashoka – McKinsey é um concurso que identifica, capacita e apoia organizações da sociedade civil a planear e implementar profissionalmente suas ideias, aliando sustentabilidade, geração de recursos e impacto social. Além disso, o Premio visa estimular a mobilização de recursos locais por parte das organizações da sociedade civil e contribuir para a ampliação de sua base cidadã”, afirma Ane Ramos, Coordenadora do Centro de Competência para Empreendedores Sociais Ashoka – McKinsey.

No Brasil, desde a sua criação em 2000, o Prémio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey já recebeu 1058 inscrições e contou com a participação de 295 organizações da sociedade civil, além da colaboração voluntária de mais de 100 profissionais da McKinsey. Nesta quinta edição, o Prémio conta com a parceria da Fundação Artemísia, Fundação Avina, Mirando al Futuro Save the Children Suecia, Natura Cosméticos e Oxfam e o apoio de Hill & Knowlton. “É extremamente rico ver uma ferramenta própria do sector privado ser adoptada e aplicada no sector social. Acho que isso é um desafio para todos os envolvidos e um ganho para McKinsey, pois é uma experiência que – fora deste contexto – não teríamos a oportunidade de viver”, afirma Andréa Waslander, Gerente de Serviços de Pesquisa e Informação da McKinsey.

No Brasil, o concurso terá duração de nove meses e as equipes participantes serão formadas por dois representantes de cada uma das 20 organizações da sociedade civil seleccionadas na etapa preliminar. Todas as equipes participarão em formações como forma de adquirir ferramentas e aprendizagens no desenvolvimento de planos de negócio com o apoio de profissionais da McKinsey. No final do concurso, todas organizações participantes terão um plano de negócio pronto para ser implementado e apresentado a potenciais financiadores. As três equipes vencedoras também recebem prémios em dinheiro para implementar o negócio. Todos os ganhadores dos concursos realizados na América Latina terão a oportunidade de participar de um Círculo de Aprendizagem Regional para compartilhar as suas experiências e procurar sinergias nas suas acções. O resultado deste intercâmbio será difundido através de publicações e eventos regionais. O concurso é aberto para todas as organizações e associações da sociedade civil sem fins lucrativos e cooperativas que tenham sede no Brasil.

As organizações que já participaram do Prémio podem voltar a concorrer desde que se apresentem com novas ideias de planos de negócio. As inscrições serão abertas na quinta-feira, dia 09 de março e devem ser feitas pelo site http://www.empreendedorsocial.org.br/main.htm. O prazo de inscrição termina no dia 28 de abril.

O Depoimento da Associação Lua Nova
No ano passado, a organização vencedora do Prêmio Empreendedor Social foi a Associação Lua Nova com o plano de negócio: Empreiteira Escola. A ideia é uma alternativa de sustentabilidade para a Associação Lua Nova - entidade que apoia jovens mães solteiras - e ao mesmo tempo um caminho que demonstra o quanto pode ser viável capacitar e acompanhar um grupo de jovens mães na construção de suas próprias casas. Com o plano de negócio elaborado e finalizado no Prémio, a Lua Nova estabeleceu uma parceria com a Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Além desta, empresas da região como Minercal, Metso e Alcoa, identificaram na construção civil um elemento de convergência com o seu negócio e nas mulheres um público potencial importante para investimento e actuação. A união com estas empresas que, além de recursos económicos, ofereceram matéria-prima, articulações, recursos técnicos e infra-estrutura, potencializou a proposta da Empreiteira Escola culminando na negociação de uma parceria com a Petrobrás. Esta por sua vez, apostou na capacitação profissional das jovens investindo na sua formação e contribuindo para reverter um quadro que hoje é o foco de inúmeras problemáticas e injustiças sociais. Esta é a nova revolução que Raquel Barros, empreendedora social da Associação Lua Nova e vencedora do Prémio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey 2004-2005, está criando para possibilitar que jovens mães e seus bebês possam começar uma nova vida em sua própria casa.

Para mais informações entre em contacto directamente com a organização do prémio ou com a assessoria de imprensa. Maure Pessanha Centro de Competência para Empreendedores Sociais Ashoka McKinsey (11) 5189-1461 Assessoria de Imprensa: Hill&Knowlton – Sheila Magri (11) 5503-2873

sexta-feira, abril 07, 2006

Resultado Programa EDP Solidária prestes a sair

A Fundação EDP irá divulgar durante a próxima semana os resultados do Programa EDP Solidária 2005. As candidaturas entregues até final de Novembro foram apreciadas e será agora comunicado por carta aos concorrentes o resultado, assim como divulgado na comunicação social. Lembramos que está em causa um fundo de 350.000€ para apoiar um máximo de quatro projectos na área da exclusão social. Aguardaremos então por saber quem são os felizes contemplados.

quarta-feira, abril 05, 2006

Apoio da EDP ao desenvolvimento social

Sendo a EDP uma das poucas empresas certificadas na área da Responsabilidade Social em Portugal, pareceu-me interessante apresentar um resumo do que consideram ser o Apoio ao Desenvolvimento Social apresentado seu Caderno de Sustentabilidade 2004 (o último a sair). A vertente social, menos abrangida no apoio mecenático da empresa teve um esforço de alargamento que já representou 5% dos patrocínios em 2004 (com o lançamento da iniciativa EDP Solidária 04). Para 2005 um dos objectivos no apoio ao desenvolvimento social constantes no relatório parece ser a duplicação do valor destinado ao apoio a iniciativas de carácter social e a manutenção do Programa EDP Solidária, que visa apoiar a melhoria da qualidade de vida de pessoas socialmente desfavorecidas e a integração de comunidades em risco de exclusão social. Segundo o regulamento, o Programa, com um orçamento de 350.000€, pode apoiar um máximo de quatro projectos, seleccionados por um júri de personalidades na área da cidadania, saúde e solidariedade social.

A nível internacional, há muito a aprender no Brasil, onde a responsabilidade social das empresas está mais desenvolvida. Empresas do grupo EDP, como a Bandeirante e a Escelsa têem-se destacado na comunidade com a atribuição de prémios em projectos de combate à fome no Brasil, na promoção da saúde, protecção do ambiente e prevenção de acidentes junto dos mais novos.

A Bandeirante foi apontada como exemplo de empresa socialmente responsável (pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social) em 2003 em resultado do programa de combate à fome desenvolvido em 2002. Em 2004 recebeu o prémio Top Social atribuído pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil com o projecto Bandeirante Comunidade Educação, no qual se entregaram nas escolas 21000 kits em campanhas de promoção da saúde e protecção do ambiente.

Também a Escelsa foi reconhecida na área da responsabilidade social em 2003 com o prémio da Fundação COGE (Comité de Gestão Empresarial) ao promover acções de formação de crianças e adolescentes orientadas para a protecção do ambiente e a prevenção de acidentes, através do Projecto ACES- Acção Comunitária do Espírito Santo e do Programa Adolescentes e Estagiários.

A Enersul implementou em 2004 o projecto “Enersul na Comunidade” que contempla a realização de eventos em 16 bairros degradados da Cidade de Espírito Santo, onde se promovem práticas de combate ao desperdício de energia e de adequação do valor das contas de energia ao poder de compra dos seus clientes.

Para além disso, o caderno de sustentabilidade faz ainda referência a duas Fundações:

A Fundação EDP, constituída a 13 Dezembro 2004, desenvolve a sua actividade em 3 áreas distintas:
Cultura- arte, música e bailado;
Desenvolvimento social- solidariedade com os mais desfavorecidos e desprotegidos, como são os cidadãos com deficiência e iniciativas de apoio às comunidades locais;
Educação-requalificação do Museu da Electricidade

A Fundação HidroCantábrico, existente desde1996, apoia o ensino, ambiente, desporto e cultura. Em 2004 destacam-se:
- Recuperação do salmão nos rios asturianos e protecção do urso das Astúrias;
- Iluminação de património com especial interesse histórico e recuperação patrimonial de elementos de interesse cultural;
- Colaboração com organizações não governamentais que desenvolvem actividades na área social, como a Cruz Vermelha e a Cáritas.

terça-feira, abril 04, 2006

Responsabilidade Social das Organizações e ONG

Hoje em dia assistimos a uma mudança na cultura corporativa que se afirma cada vez mais. Conceitos como responsabilidade social das empresas, desenvolvimento sustentável, marketing sustentável saltaram quase de um dia para o outro para o léxico comum das empresas, dos jornais e da sociedade em geral, muitas vezes sem que haja grande consenso em relação ao significado de tais palavras.

Com uma tal mudança, muitas vezes há quem se interrogue em relação às reais intenções de quem de repente se apresenta com tão boa vontade. Em relação à intervenção social externa (uma das dimensões da responsabilidade social das empresas) pode-se ouvir de um modo mais elaborado, que as empresas só o fazem para manter o status quo ou, com uma linguagem mais corrente, porque pensam que podem ganhar mais dinheiro com isso.

No entanto, enquanto esta for a mentalidade dominante, perde-se o que é a verdadeira questão: é claro que ninguém, empresas, organizações ou particulares age de que modo for se pensar que perde dinheiro sem um correspondente aumento de valor. No entanto, o argumento que deveria ser usado pelas organizações (ONG, etc) para propôr às empresas apoio para os seus projectos –fazê-los perceber que podem ganhar com isso- é, ao invés, usado para desconfiar das suas intenções quando são elas as primeiras a compreender que há potencial de ganhos para ambas as partes.


Sair da mentalidade tradicional
As organizações sem fins lucrativos deviam ser as primeiras a incorporar, promover e incentivar esta mudança de cultura. A forçar este mercado, se ele não estiver tão aberto como faz parecer. Mas também a pensar na comunicação dos seus projectos, na transparência da sua contabilidade, na parceria de continuidade que implica fazer uma empresa apostar no seu projecto e poder ter que lhe explicar o que foi feito com o investimento obtido.

Acontece que a cultura que predomina nestas organizações, mesmo quando recebem donativos, é que não têm que dar explicações às empresas. E assim estas não podem avaliar se o seu investimento foi bem usado e se devem continuar por ali.

Depois há os preconceitos de estar a «comprometer»- leia-se vender, os seus princípios. Em países como o Brasil, com Estados mais fracos, esta cultura de parceria está muito mais desenvolvida. Por cá, para além de ser muitas vezes consensual que “o Estado tem de apoiar”, mesmo que se veja que até os serviços essenciais estão à míngua, vivemos duas décadas «à sombra» de fundos comunitários que reforçaram esta mentalidade. E agora que há outros países a desviar os fundos de coesão estrutural por parte da União Europeia e que se entende que Portugal já terá recebido o bastante para o seu desenvolvimento estar em curso, para onde nos viramos?

É claro que pode haver situações que oponham empresa e organização sem fins lucrativos. Ou que façam com que a segunda entenda que faz parte do seu papel questionar o seu apoiante. Aqui é evidente que ambos os actores devem manter a sua integridade e independência. O mais difícil é o apoiado equacionar o dilema entre perverter (mesmo que ligeiramente) os seus princípios ou deixar de contar com um apoio que pode ser estrutural para a sua existência. É uma prova de integridade que não está ao alcance de todos, mas ninguém disse que a vida do 3º sector é fácil...

A APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, IPSS, Associação de famílias e Entidade de utilidade pública, desde sempre contou com o apoio de empresas. Esse aspecto de angariação do apoio privado já estava na sua génese. Quando iniciou campanhas de promoção de segurança rodoviária infantil e descobriu material falsificado num fabricante de renome que anualmente lhe atribuía quantias consideráveis, não pôde continuar ao seu lado. Paciência...

Guess what? A responsabilidade social é para todos...
O sector não lucrativo tem a ingrata missão de coordenar lógicas se não antagónicas, pelo menos de áreas diferentes. «Gerir o social» sem deixar de parte nenhuma das duas vertentes. Não se pode pensar só nos destinatários da actividade sem precaver a continuidade do trabalho que se desenvolve.
No entanto a capacidade de adaptação é grande. Quando surgiram os fundos comunitários, teve de existir uma aprendizagem e reestruturação dos modos de fazer habituais para poder compreender a lógica das candidaturas para os projectos. Não será muito diferente o que se propõe na óptica da responsabilidade social das empresas.

Nos fundos comunitários, as organizações tinham que dar conta das despesas e da forma como decorriam os planos previamente enviados a aprovação. É natural que se os recursos forem provinientes de empresas esses procedimentos também estejam presentes.

No fundo, as entidades sem fins lucrativos também têm de ser socialmente responsáveis e transparentes (e nem todas o são, acreditem). Já o sabiam no que se relacionava com a União Europeia. Só que a verificação agora corre o risco de ser muito maior e mais próxima. E depois? Se essa for a via para a continuidade da sua intervenção?

Por isso, associações, IPSS, ONG e todos os que giram num mundo sem fins lucrativos, deveriam equacionar na sua atitude a existência de eventuais preconceitos datados, «de esquerda» -perceber, já agora, que apesar da expressão não há nada que as impeça de ter lucro desde que seja reinvestido na organização (em vez de distribuído como acontece nas sociedades)- e ponderar este mercado que está receptivo e com o qual os que têm mais a ganhar são aqueles que beneficiam das suas intervenções e a sociedade como um todo.

Textos sobre "Stakeholder & NGO Engagement"

http://www.ethicalcorp.com/content_list.asp?m=toi&toi=77

segunda-feira, abril 03, 2006

Conferências sobre parcerias entre empresas e 3º sector

A questão da captação de fundos para o sector não lucrativo atavés da responsabilidade social das empresas tem como palavra chave as parcerias. Como criá-las, como tirar delas o melhor partido para ambas as partes, como mantê-las... Nesse sentido a Ethical Corporation http://www.ethicalcorp.com/ tem desenvolvido conferências nos últimos meses em Londres e NY, numa perspectiva de debate, apresentação de boas práticas e reflexão para organizações sem fins lucrativos e empresas.

Business-NGO Partnerships Conference 2006
9-10 May, Woodcliff Lake, New Jersey
This conference will focus on the nuts and bolts of partnering and how to effectively communicate and market your partnership.
With many now demanding more accountability from both sides on how relationships are evolving and offering value, the conference will look at how the results of such partnerships are measured, and how the process is best managed for optimum results.
Contact Caroline Estimé at +44 (0)20 7375 7195 or email caroline.estime@ethicalcorp.comWebsite: http://www.ethicalcorp.com/nycpartnership/

adets- Assessoria e Desenvolvimento para a Excelência do Terceiro Sector

A área da Responsabilidade Social das Empresas (ou Corporate Social Responsibility), na sua vertente social, a nível externo, cria uma oportunidade para as entidades sem fins lucrativos, os que agem no terreno, os que conhecem os problemas sociais, ambientais ou outros poderem colocar esse know-how à disposição das empresas. Podem tentar captá-las para as suas causas. E devem.

A adets (www.adets.com.br) funciona em S. Paulo. No seu site encontramos diversas formações no sentido de fornecer ao 3º sector instrumentos para melhorar a sua performance.

Gestão do Terceiro Sector- Melhores Práticas para as Organizações, com conteúdos acerca de Incentivos fiscais para doações, Como elaborar e avaliar projectos, Captação de recursos: o oxigénio da instituição, Ética e publicidade- uma questão de eficiência, Contabilidade para organizações do terceiro sector, Responsabilidade social corporativa- uma visão de sucesso e Casos de sucesso de Organizações.

Melhores Práticas de Gestão para as Organizações do Terceiro Sector, curso de dois dias, com vários agendamentos para os próximos meses inclui no seu programa, entre outros, os seguintes tópicos: Administrando um sector sem fins lucrativos, Gestão de pessoas- Empowerment, Voluntariado e sua administração, Como organizar um processo de planeamento estratégico, Ferramentas da qualidade para as organizações da sociedade civil e a prática dos 5 S's, Captação de recursos para as organizações sociais, Fontes de financiamento e orientações específicas, Manual para a criação de ONG.

A adets pode ainda deslocar-se com este e outros cursos que lhes sejam solicitados por parte das organizações. Outros cursos disponíveis no site são Contabilidade para organizações do terceiro sector e Comunicação e marketing para organizações do terceiro sector.