Uma recente posição da União Europeia acerca da Responsabilidade Social das Empresas veio criar uma Aliança para a RSE, em conjunto com empresários. “It recognizes the primacy of business as the primary actors in corporate social responsibility, while acknowledging the supportive role public authorities can play in facilitating an open and constructive dialogue between business, employers, trade unions and civil society organisations.” (Ethical Corporation, Abril 2006, From the European Commission- Corporate social responsibility: the european perspective, p.14).
Esta posição foi criticada pelo representante de uma das ONG que desenvolveram um longo processo de debate em relação à intervenção dos stakeholders na responsabilidade social das empresas. O "European Multi-stakeholder Forum on Corporate Social Responsibility", visava alcançar um entendimento comum entre stakeholders e preparar o terreno para uma rede de trabalho europeia para a responsabilidade social das empresas. Tendo decorrido durante dois anos, terminou em 2004. As ONG investiram tempo e recursos neste projecto na crença da necessidade urgente de aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos na sociedade e no ambiente, reconhecendo a importância do papel da UE neste processo. Após 1 ano e meio de silêncio “the EU has made a giant leap back in time. The experience over the past decade shows that involvement of relevant stakeholders from the early stage of strategy development is essential for the effectiveness and credibility of corporate social responsibility. The EU has obviously rejected this experience when drafting the alliance with business representatives.” (Oldenziel, Joris in Ethical Corporation, Abril 2006, From SOMO- Centre for Research on Multinational Corporations, European Commission abandons multi-stakeholder approach in CSR, p.15).
Na base desta tomada de posição pode ter estado a defesa de medidas reguladoras por parte das ONG para "complementar as muitas iniciativas voluntárias que só funcionam para os bem intencionados" (idem). Como há males que vêem por bem, na sequência desta tomada de posição por parte da UE as ONG encontram-se a criar uma estrutura europeia das ONG para a responsabilidade social, algo que era importante existir enquanto lobby do sector até a níveis mais micro (nacionais).
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